
Às vezes as crianças precisam viajar de avião sem os pais, avós, tias ou aquela amiga da família. Ao mesmo tempo em que a experiência tem um sabor de aventura, afinal imagina só que bacana cruzar sozinho um oceano, tem também uma pontinha de medo (cá para nós, na maioria das vezes é uma pontona mesmo!). Se até os adultos que estão habituados a ir e vir, sentem sempre um friozinho na barriga ao desembarcar em um país estranho, imagine um garoto de 7 ou 12 anos. Não é fácil mesmo, mas pode ser bem divertido. Boa parte das companhias aéreas tem um serviço especial para os pequenos. O Bento vai embarcar nessa. Tomei o cuidado de escolher uma empresa brasileira para deixá-lo mais confortável em relação à língua e um vôo sem escalas para evitar trocas de avião, esperas e essas coisas. Ele sai de São Paulo a Milão.
Eu e o Paulo estamos supertranquilos em confiar o nosso filhote a uma Cia aérea. Há certa burocracia. Primeiro fomos ao cartório assinar uma autorização de viagem ao Bento. Nela, explicamos que permitimos o garoto colocar o pé na estrada sozinho. É importante lembrar que a autorização deve ser assinada na frente do funcionário do cartório.
No dia do embarque, Paulo e Dani levam o Bento ao aeroporto. Lá assinam outra autorização e o menino ganha uma bolsinha para pendurar no pescoço e colocar seus documentos (acho tão fofo ver as crianças assim no aeroporto). Ele será confiado a um funcionário que cuidara do menino o tempo todo. Bento embarca, mas o Paulo só pode ir embora quando o avião partir. Imagino que isso seja uma segurança. Vai que o menino desista (não faz isso, hein). Ele será o primeiro a entrar no avião (que delícia, sem filas!) e com certeza será bem paparicado durante o vôo.
Enquanto isso em Milão…. eu estarei contando as horas para recebê-lo. Já combinei com o Paulo, assim que ele sair de Guarulhos, me liga e eu disparo o cronômetro. Pretendo chegar em Malpensa, o aeroporto de Milão, pelo menos uma hora antes do vôo chegar do Brasil, assim aproveito e espero o Rodrigo e sua mãe que virão de Bruxelas nos visitar. Vai dar tempo de a gente tomar um café e receber o Bento com a maior festa.
Assim que o avião pousar, Bento vai ter de esperar todo mundo descer. Isso não será novidade, pois sempre que viajamos ficamos por último para evitar a muvuca. O garoto, aliás aproveita esse tempo para aprontar alguma. Lembra da foto em Curitiba, filho? Menino para fora do avião, é hora de, com a ajuda da funcionária que estará grudada nele, pegar a mala (não traga muita bagagem!) e correr para o abraço. Claro que ele não vai correr sozinho. O funcionário o entrega em minhas mãos. Vou agradecer de joelhos. Para voltar é tudo igual, só que no sentido contrário. Medo pra que mesmo?