Fiat 500

Esse é um Fiat 500, eu e minha mãe adoramos. Esse carro tem duas versões a antiga e a nova, nós vamos alugar uma nova (estamos torcendo para que seja uma conversível ou com teto solar.) Essas fotos mostram duas (das muitas que achamos). E vamos fazer uma viagem de uma semana com essa 500.

 

Essa é a velha, está meio desfocada mas da para ver.

 

 

E essa é a nova.

 

 


Encontro com Pinocchio

Quantas vezes vimos esse filme, não filhote? Acaba e você pedia para colocar de novo. O Paulinho, seu primo, foi a mesma coisa. E você sabe que eu descobri que existe uma estátua do personagem de uma das fábulas italianas mais famosas em Milão? É como tem a Alice no Central Park, em Nova York, e o Peter Pan no Kensington Gardens, em Londres. Mas por aqui o monumento não tem todo esse glamour. Ele foi inaugurado em 1956. Fizeram um jardim, uma fonte, que em Milão era coisa rara, e colocaram a figura em bronze ao centro. Pinocchio está representado na versão menino. Aos poucos sumiu tudo isso, até mesmo o gato e o nariz do Pinocchio. E dizem que até hoje ela está bem abandonada no meio de árvores e prédios. A história me cortou o coração. Ele bem que merece um pouco mais de respeito. Fiquei morrendo de vontade de dar um pulinho lá no sábado, só para prestigiar, que tal?


Mais um hit para a estrada

 

Escolhi mais uma música para a nossa trilha sonora.  Espero que goste e aprove. O motivo da escolha é que, primeiro, eu adoro o Pino Daniele e, depois, porque esta canção nostálgica fala de alguns símbolos que o fazem lembrar de tempos distantes, entre eles, a velha vitrola e uma Cinquecento blu, o nosso meio de transporte in questo bel giro.


Supresas no LAGO DI COMO

Já ouviu falar, filhote? É um lugar lindo aqui pertinho de Milão. Ele tem origem glacial e é enorme, maior que Limeira, e o mais fundo da Europa. O lago fica perto da divisa com a Suíça e tem um formato de Y. Além de um lugar lindo, eu e Rodrigo estamos preparando uma surpresa e tanto para você. Torça pelo sol, Bento. E, com sorte ainda veremos neve no pico das montanhas.


Sozinho no avião

Às vezes as crianças precisam viajar de avião sem os pais, avós, tias ou aquela amiga da família. Ao mesmo tempo em que a experiência tem um sabor de aventura, afinal imagina só que bacana cruzar sozinho um oceano, tem também uma pontinha de medo (cá para nós, na maioria das vezes é uma pontona mesmo!). Se até os adultos que estão habituados a ir e vir, sentem sempre um friozinho na barriga ao desembarcar em um país estranho, imagine um garoto de 7 ou 12 anos. Não é fácil mesmo, mas pode ser bem divertido. Boa parte das companhias aéreas tem um serviço especial para os pequenos. O Bento vai embarcar nessa. Tomei o cuidado de escolher uma empresa brasileira para deixá-lo mais confortável em relação à língua e um vôo sem escalas para evitar trocas de avião, esperas e essas coisas. Ele sai de São Paulo a Milão.

Eu e o Paulo estamos supertranquilos em confiar o nosso filhote a uma Cia aérea. Há certa burocracia. Primeiro fomos ao cartório assinar uma autorização de viagem ao Bento. Nela, explicamos que permitimos o garoto colocar o pé na estrada sozinho. É importante lembrar que a autorização deve ser assinada na frente do funcionário do cartório.

No dia do embarque, Paulo e Dani levam o Bento ao aeroporto. Lá assinam outra autorização e o menino ganha uma bolsinha para pendurar no pescoço e colocar seus documentos (acho tão fofo ver as crianças assim no aeroporto). Ele será confiado a um funcionário que cuidara do menino o tempo todo. Bento embarca, mas o Paulo só pode ir embora quando o avião partir. Imagino que isso seja uma segurança. Vai que o menino desista (não faz isso, hein). Ele será o primeiro a entrar no avião (que delícia, sem filas!) e com certeza será bem paparicado durante o vôo.

Enquanto isso em Milão…. eu estarei contando as horas para recebê-lo. Já combinei com o Paulo, assim que ele sair de Guarulhos, me liga e eu disparo o cronômetro. Pretendo chegar em Malpensa, o aeroporto de Milão, pelo menos uma hora antes do vôo chegar do Brasil, assim aproveito e espero o Rodrigo e sua mãe que virão de Bruxelas nos visitar. Vai dar tempo de a gente tomar um café e receber o Bento com a maior festa.

Assim que o avião pousar, Bento vai ter de esperar todo mundo descer. Isso não será novidade, pois sempre que viajamos ficamos por último para evitar a muvuca. O garoto, aliás aproveita esse tempo para aprontar alguma. Lembra da foto em Curitiba, filho? Menino para fora do avião, é hora de, com a ajuda da funcionária que estará grudada nele, pegar a mala (não traga muita bagagem!) e correr para o abraço. Claro que ele não vai correr sozinho. O funcionário o entrega em minhas mãos. Vou agradecer de joelhos. Para voltar é tudo igual, só que no sentido contrário. Medo pra que mesmo?


Trilha sonora

O Bento, assim como eu, o pai dele e a maioria dos nossos amigos, somos movidos à música. As viagens costumam ter a sua trilha sonora ou ao menos uma música que marque aquele período. Podem passar anos e assim que a gente a ouve, imediatamente volta naquele tempo e espaço. Por isso, na nossa mochila vamos botar um montão de músicas. Com certeza vamos criar a trilha “strada faccendo”, mas já tem um hit que sempre ouvimos quando vamos falar da viagem. Esta já faz parte. Bento, você sugere outra?


Vamos brincar em Milão?

O nosso começo de viagem parece que vai ser divertido. Teremos um fim de semana de mãe e filho duplo. Explico: a mãe do Rodrigo vem para o aniversário dele e eles virão passar um fim de semana conosco. Já combinei com ele que, enquanto os meninos vão ver a Santa Ceia do Leonardo da Vinci, as meninas vão bater perna pelas lojas.

Depois disso proponho uma brincadeira. Hoje o Marco, o amigo que me hospeda em Milão, me emprestou o livro “101 coisas para fazer em Milão ao menos uma vez na vida”, de Micol Arianna Beltramini. Na hora pensei: vou abrir em uma página qualquer e este será meu primeiro passeio na cidade. Cai na página 62 e a sugestão é visitar a Pinacoteca de Brera e encontrar uma coisa curiosa na Mediateca de Santa Tereza. A proposta é é tomar café perto do museu, conhecer as obras e depois seguir adiante na tal Mediateca, que foi uma igreja e hoje é um restaurante com wi-fi (u-hu!). Que tal se a gente fizesse a mesma brincadeira? Como você é o menor da turma tem direito ao sorteio.

Adorei o livro e vou descobrir se existem versões para outras cidades


Atrações que eu escolhi

Eu escolhi quatro atrações para serem vistas na Itália que são o museu da Ferrari, o mapa ‘’Orbis Universalis’’, o quadro ‘‘Santa Ceia’’ e a capela Sistina. Agora veja fotos das atrações:

Museu da Ferrari em Maranello

 

“A Santa Ceia’’ que fica em Milão no museu Santa Maria delle Grazie

Mapa Orbis Universalis que fica no museu Libreria Antiquari Pio Luzzeti


Uma parada especial

Este lugar lindo é Sperlonga, uma cidade que fica bem no meio do caminho entre Napoli e Roma. Nós vamos lá não pelo lugar, mas pelas pessoas. A Paola é uma grande e amada amiga. Ele e o Alberto, seu marido, têm uma espécie de pousada, que fica sempre lotada nesta época do ano. Mas a Paola faz questão de te ver. Então, já combinamos que passaremos por lá em uma quinta-feira de julho, dia em que eles tiram folga. Vamos passear no barco e passar o dia com os dois. Ela também já nos ofereceu o sofá da sala para a gente dormir. Com certeza, será um dia inesquecível. E, se alguém quiser conhecer a Villa Prato, é clicar aqui.

Achei tão legal os quadros de luz, água e gás pintadinhos assim

É a Paola quem cuida do jardim

e os gatos passeiam por lá


Ciao, Itália

Falta um mês para o Bento chegar em Milão e a gente começar o nosso giro d´Italia. Sempre desejei mostrar esse país que eu tanto amo ao meu filhote, que já adora várias coisas feitas por aqui. A Ferrari é uma delas. E esse será o ponto de partida da nossa viagem, cujo roteiro está sendo feito a duas mãos, mas vamos de norte a sul cortando a bota. Bento me fala de lugares, obras ou pessoas que gostaria de ver e eu aponto outros lugares que quero mostrar à ele. E assim, vamos botando o nosso roteiro na mochila. Juntos, tomamos uma decisão: vamos descer a bordo de uma Cinquecento, do modelo novo. É uma clara homenagem ao modelo original, que fiz questão de fotografar em Roma todos os exemplares que vi pelo caminho para mostrar ao Bento. Boa viagem a todos nós. Ah, aceitamos dicas.

 


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